dentista - Implantes dentarios - clinica dentaria - ortodontia - urgencia
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ODONTOPEDIATRIA
medicina dentária infantil
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É a área da Medicina Dentária que trata das crianças e adolescentes até aos 15 anos.
Os tratamentos nas crianças são diferenciados e em várias etapas, é importante ensina-los assim como aos pais sobre a higiene oral e usar medidas preventivas: os selantes de fissura e as aplicações tópicas de flúor.
Os selantes de fissura são como um verniz que torna a superfície do dente lisa e sem locais onde as bactérias normalmente começam as cáries.
As aplicações tópicas de flúor remineralizam cáries iniciais e tornam os dentes mais resistentes.
O objectivo das medidas preventivas é o de evitar o aparecimento de cáries, o futuro da dentição das crianças depende do controle das cáries e da flora bacteriana.
Dentes de Leite
Orientações aos pais

A promoção da saúde, até recentemente considerada como um serviço médico é hoje reconhecida como uma actividade social, sinonimo de qualidade de vida que deve ser fomentada e facilitada não apenas pelas acções dos profissionais da saúde, mas pelas estratégias das instituições governamentais e pelas actividades da comunidade e das pessoas (OMS, 1997).

Actualmente, a Odontologia como todas as Ciências da saúde, está voltada para a educação, a promoção e a prevenção, sendo esta filosofia de fundamental importância, principalmente em se tratando de crianças.

A cárie dentária e a doença periodontal que são os principais problemas odontológicos, frequentemente, começam na infância e suas sequelas podem ser devastadoras física, emocional e socialmente. Embora severas, essas doenças podem ser facilmente prevenidas pela adopção de hábitos adequados de alimentação e de higiene bucal, mas o sucesso dessas acções depende da participação activa dos pais, das crianças e dos profissionais da saúde.

Ciente de que a promoção de saúde depende da participação da população bem informada e, que a maioria dos pais desconhece que as crianças na primeira infância também podem desenvolver severos problemas bucais, pretendo, neste ensaio, oferecer aos leitores algumas orientações necessárias para a manutenção da saúde e prevenção dessas doenças nas crianças.

Os dentes decíduos, também chamados de dentes de leite, começam sua formação por volta da sexta semana de vida embrionária durante a gravidez da mãe e, a partir do sexto mês de vida, inicia-se o processo de erupção dentária, sendo, geralmente, os incisivos inferiores os primeiros dentes a nascer.
Aproximadamente, aos trinta meses de vida, o processo de erupção da dentição decídua estará completo e as crianças terão 20 dentes na boca, isto é, oito incisivos, quatro caninos e oito molares.
Como o processo de formação e erupção dentária é complexo e começa na vida embrionária, medidas de prevenção devem ser instituídas mesmo antes do nascimento do bebé. Durante a gestação, os pais devem ser instruídos e incluídos em um programa de Odontologia preventiva que enfatize a importância de adquirir bons hábitos de alimentação e de higiene Oral e como esses hábitos favorecerão a saúde oral de seus filhos.

Durante a amamentação, recomenda-se aos pais higienizar a cavidade bucal do bebé assim que nascer o primeiro dente, utilizando dedeiras especiais, escovas dentárias para bebés ou então, gaze humedecida. Em muitas crianças, a erupção dos dentes decíduos é precedida pelo aumento da salivação e irritabilidade durante o dia. Nesta época, a criança pode intensificar o hábito de chupar o dedo ou de friccionar a gengiva, perder o apetite ou apresentar alterações gengivais.

Com a erupção de mais dentes, os pais devem passar a fazer uso da escova dentária e pasta dentífrica apropriada para higienizar a cavidade oral dos seus filhos, após as refeições, começando numa área determinada da boca e prosseguindo de forma ordenada até remover a placa bacteriana, sempre motivando as crianças a participarem deste processo.

As pastas dentífricas dos bebés e das crianças até aos 7 anos não são iguais à dos adultos, deverão ter gosto menos forte com aromas agradáveis e quantidade de flúor adequada; até aos dois anos não deverão ter mais de 250 ppm (partes por milhão) de flúor, verificar sempre no verso da embalagem, pois a criança engole a pasta e o flúor em excesso é prejudicial à formação dentária; dos 2 aos 7 anos, a quantidade de flúor deverá ser menor que 500 ppm de flúor; dos 7 aos 12 anos poderá ir até 1500 ppm de flúor, que é, geralmente a quantidade máxima de flúor das pastas dentífricas vendidas nas grandes superfícies.

Um dos processos de motivar as crianças à escovagem dentária é lavar os nossos dentes com a criança ao colo deixando-a, se ela quiser, pegar na escova e nos ajudar a lavar os nossos dentes, deste modo, irão querer nos imitar e nos deixar lavar os seus dentes.

Embora as crianças desenvolvam a habilidade motora necessária para utilizar a escova dentária, é indispensável que os pais supervisionem esta actividade e assumam a responsabilidade de escovar os dentes de seus filhos. À medida que a criança adquire destreza manual, essa responsabilidade pode ser transferida para os filhos, mas enquanto o Médico Dentista não observe esta habilidade na criança, essa tarefa deverá ser executada por um adulto.

O profissional deve instruir aos pais sobre os métodos de escovagem dentária, sobre as técnicas para o uso do fio dental e sobre o uso do flúor e dos agentes reveladores de placa bacteriana. Desta forma, quando a criança tentar a remoção da placa, os pais podem promover a aprendizagem pelo uso de substâncias reveladoras, mostrando à criança as áreas em que é preciso melhorar a higiene oral.
Está "...certamente está nas mãos dos pais prevenir a cárie nas crianças: a experiência ensinará a sua utilidade, o hábito tornar-se-á natural e os pais sentir-se-ão enormemente recompensados, apesar de todo o trabalho" (SANOUDOS; CHRISTEN, 1999).
Contudo, o sucesso destes programas de prevenção está intimamente relacionado à atitude da equipe odontológica que propicia um ambiente agradável tanto para as crianças quanto para os pais e demonstra interesse e respeito pela autonomia e individualidade do grupo familiar.
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